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O que não se vê

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O Ano 2008 não deixa saudades, só pesadelos A demonização da classe política faz parte dos rituais democráticos. De acordo com a voz popular, os políticos são incompetentes, demagogos, mentirosos e corruptos. E, no entanto, o eleitorado tem grandes expectativas sobre o papel do Estado na sociedade. O eleitor espera que, perante uma crise, o Governo faça alguma coisa. Espera que o Governo apresente soluções (…). Como que por magia, a classe política é vista como uma fonte de esperança no futuro, apesar de ser responsável pela crise e de ser considerada incompetente e demagoga. (…) os subsídios à actividade económica têm como efeito visível a criação de emprego pelas empresas receptoras. Têm, no entanto, um efeito invisível que é imperceptível para a maior parte dos eleitores. O Estado só pode pagar subsídios às empresas se cobrar os correspondentes impostos. Logo, o emprego criado pelos subsídios é compensado pelo desemprego criado pelos impostos. DN- João Miranda Investigador em biotec...

Para que a memória não se apague

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Da canção à acção! São 70 canções do que há de mais representativo das músicas que "mexeram" com os anos 60 em Portugal. http://marius708.com.sapo.pt/Cantores%20de%20Intervencao.html Têm a ver com a EMIGRAÇÃO, com a GUERRA COLONIAL e, depois e em consequência, com a REVOLUÇÃO em 25 Abril 74. Estão aqui as melhores canções do Zeca Afonso, do Adriano Correia de Oliveira, do Manuel Freire e do Padre (na altura) Fanhais. O Adriano e o Zéca já se "foram" e o Manel está agora com um grave problema de saúde. Para os que não viveram aqueles tempos, chamo a atenção para as letras das canções. Para "fugir" à censura, as letras não podiam dizer tudo, pelo que é preciso, muitas vezes, ler nas entrelinhas a mensagem que o autor queria fazer passar! Algumas destas canções ainda hoje nos fazem arrepiar... Ele foi a emigração dos nossos pais e irmãos, a nossa ida para a guerra colonial. Os que voltaram numa "caixa de pinho".... "....pergunta ao vento que...

Lutar contra a Indiferênça

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Fernando Nobre, classifica muito bem , INDIFERÊNÇA « Para o Ocidente, morrerem dez milhões de negros representa o mesmo do que morressem dez milhões de moscas. » Quando lançou o livro, Gritos contra a Indiferênça. «A única razão de ser deste livro, a que prefiro chamar compilação de textos, que espero válida, é a de tentar dar um contributo na discussão e compreensão de alguns dos problemas e desafios que nos preocupam e, quanto a mim, hipotecam o futuro dos nossos filhos. (…) Como não me inquietar quando vejo a paz global tão ameaçada e os Direitos Humanos tão espezinhados? Como não interpelar quando assisto à degradação contínua do nosso planeta Terra e ao seu esgotamento, provocado por uma ganância louca, sem freio nem nexo? Como não me assustar quando penso nas tragédias em curso na Palestina, no Afeganistão e no Iraque (e em breve no Irão) e assisto ao aniquilamento do Direito Internacional, impotente perante as espúrias situações de Guantánamo e dos voos da CIA até na minha Euro...

Muçulmanos

Muçulmanos Extractos do livro “Alte na Roda do tempo” de Isabel Raposo Os muçulmanos conquistam o Império Visigótico e mantêm durante cinco séculos (711 a 1247) o seu domínio no sudoeste da Península, o Garb-al-Andaluz. A costa algarvia, favorece a actividade piscatória, a navegação e o comércio marítimo com o resto do mundo islâmico.(…) O litoral é densamente povoado com pequenas e médias cidades de mercadores e artesãos. Em Silves a mais importante do Algarve floresce a cultura árabe entre a classe dominante e multiplicam-se os poetas e filósofos. Segundo o Arquivo da Casa d´Alte, numa vertente soalheira do sopé da Rocha Maior, existiria um “alcazar”, ou poço muçulmano onde os senhores de Alte terão habitado, nos séculos XIII e XIV, depois da “Reconquista”. Segundo a mesma fonte, desse poço restaria uma sala (…) sobre a qual teria sido construído o Tanque Grande do morgado. O que hoje se observa dessa construção pode ter sido uma cisterna. Frente a ela passa o antigo caminho público ...

Alte no Reino do Algarve, 1ªparte

Povos e culturas que atravessaram o território “ Alte ” Extraído do livro - Na Roda do Tempo, de Isabel Raposo Pelo território que é hoje a freguesia de Alte ( a Freguesia de Benafim separou-se da freguesia de Alte em 1988) passaram ao longo dos tempos, diversos povos e culturas. Ao Sudoeste da Península Ibérica foram chegando durante milénios, vagas sucessivas de povos de origem continental, vindos do Norte e outros de culturas mediterrânica, chegados pelo litoral sul, que ali se confrontaram e cruzaram entre si e com as populações pré-existentes. (…) Desde há longa data – quase três milénios – o litoral algarvio foi assediado pelas grandes civilizações do Mediterrâneo Oriental, (…) Importa referir que os vestígios dos povos que aqui viveram são quase sempre atribuídos pelos camponeses à moirama, como uma referência a tudo que é antigo e desconhecido, mas também como uma apologia aos muçulmanos, o último povo que dominou a região até à “Reconquista” do Algarve pelo reino de Portugal,...

Senhorio d´Alte, sua formação

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Alte - Séculos XIII e XIV, a Formação do Senhorio d´Alte Extraído do livro - Na Roda do Tempo, de Isabel Raposo Com a “Reconquista “ do Algarve muçulmano pelos guerreiros cristãos do Norte, quebra-se a unidade politica com o Norte de África e a Andaluzia, as ligações económicas perduram mas interrompendo-se por largas décadas, a relação milenar privilegiada da região com o Mediterrâneo. Com a incorporação oficial do Algarve no reino de Portugal e no eixo do Atlântico, mas sem integração efectiva e afastada do novo centro do poder em Lisboa, a economia urbana algarvia definha e as suas cidades, outrora centros da hegemonia islâmica, passam a alvo preferido dos assaltos dos piratas mouros. Alguns muçulmanos agricultores recebem regalias dos monarcas portugueses para assegurar a ocupação das terras, mas para garantir o povoamento do reino do Algarve pelos cristãos, os reis distribuem terras aos conquistadores que os apoiaram na luta contra o mundo dos “infiéis”. Em todo o Sul do País mul...

Alte

Ecos da Serra: Condes de Alte

Condes de Alte

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João Carlos de Horta Machado , Primeiro e único conde de Selir , 2.º Conde de Alte e de Marim, Visconde de Alte. Casou com Maria Teresa Leite Pereira de Melo e Alvim Ferreira Pinto Basto. O título de visconde de Alte foi criado por D. Maria II . Os títulos de conde de Alte e de Selir foram criados por D. Luís I. O título de conde de Marim foi criado por D. Carlos I. Filhos Maria das Dores Helena da Franca Horta Machado - Casou - Luís de Azevedo Coutinho Margarida Maria da Franca de Horta Machado- Casou com - Dom Sebastião de Carmo Falcão Trigoso da Cunha António José da Franca de Horta Machado - 2.º Conde de Selir, 3º Conde de Alte, 3.º Conde de Marim, Visconde de Alte Joaquim Augusto da Franca de Horta Machado- Maria Teresa Rodrigues Simões de Almeida João Carlos da Franca Horta Machado- Maria Francisca Braamcamp Sobral Lobo de Vasconcelos Maria Helena da Franca Horta Machado- Fortunato Fernandes Marques da Cunha Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. (Redirecionado de Conde de Sal...

Daniel Vieira

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Daniel Vieira (Alte,1937) Licenciado em pintura pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, especializou-se em gravura com os mestres Teixeira Lopes e Matilde Marçal. Membro da Sociedade de Gravadores Portugueses, realizou diversas exposições em Portugal e no estrangeiro, sendo galardoado com vários prémios. Em Alte, concebeu e fundou a “Horta das Artes – Centro de Artes e Culturas”, projecto plural que engloba, além das artes plásticas, a música, o teatro, o cinema. Há mais de trinta anos que desenvolve trabalhos de recolha na área da música e literatura populares. Os trabalhos agora expostos correspondem a uma fase de recolha etnográfica profunda, mais tarde transposta para pintura, como memórias das ardósias da Escola

Democracia e Deus

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Democracia e Deus "Os nossos líderes nacionais estão a enviar [os nossos filhos para o Iraque] para uma tarefa que vem de Deus... é que há um plano e este plano é um plano de Deus." Esta frase não é de Bin Laden (…) está no New York Times, e foi proferida por Sarah Palin, candidata conservadora à vice-presidência dos Estados Unidos. (…) Não me move o menor sentimento anti americano mas, tão-só, um sentimento antiguerra no Iraque, uma repulsa por Guantánamo e, por consequência, um desprezo pelo presidente Bush filho. (…) Um dos problemas de implantação de um sistema democrático em qualquer país é que este tem de ser consequência de um desejo sincero do seu povo. Por isso, democracia no Iraque, ou em muitos países africanos, deixa sempre a sensação de um arremedo e de uma farsa. Quando a democracia é imposta por forças ou coacção externas nada parece. Nem será o mesmo. (…) Se o compromisso é, antes de tudo, com o grupo étnico a que pertence, ou com o Deus da religião que profes...

Música em Alte

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Grupo musical " OS ALTA CAPELLA" Momentos musicais a não perder No sábado, 20, sobem ao palco na Igreja Matriz de Alte os Alta Capella, um colectivo de excelência que interpreta música instrumental ibérica e europeia dos séculos XVI e XVII. Alta Capella é um trabalho de cooperação entre músicos da “Camerata da Cotovia” de Portugal e músicos do “Svobodné hudební bratrstvo” (free musical brotherhood) da República Checa.

Miguel Torga

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Recordar Homens frontais com carácter e verticalidade A obra de Torga tem um carácter humanista: criado nas serras transmontanas, entre os trabalhadores rurais, assistindo aos ciclos de perpetuação da Natureza, Torga aprendeu o valor de cada homem, como criador e propagador da vida e da Natureza: sem o homem, não haveria searas, não haveria vinhas, não haveria toda a paisagem duriense, feita de socalcos nas rochas, obra magnífica de muitas gerações de trabalho humano. Ora, estes homens e as suas obras levam Torga a revoltar-se contra a Divindade Transcendente a favor da imanência: para ele, só a humanidade seria digna de louvores, de cânticos, de admiração: (hinos aos deuses, não/ os homens é que merecem que se lhes cante a virtude bichos que cavam no chão actuam como parecem sem um disfarce que os mude. Para Miguel Torga, nenhum deus é digno de louvor: na sua condição omnisciente é-lhe muito fácil ser virtuoso, e enquanto ser sobrenatural não se lhe opõe qualquer dificuldade para faze...

Festa de Alte

Festa em Honra de Nossa Senhora das Dores e S.Luís »»»»»»»»»»»»»»» 21 de Setembro 2008 ««««««««««««««« Programa 15h00- Eucaristia Solene a cargo do Rev. Pe. Carlos Matos 16h15- Saída da Procissão acompanhada por banda filarmónica 17h00- Segundo a velha tradição local, serão também recitadas LOAS a Nossa Senhora por um dos cavaleiros que lhes presta homenagem 17h30- Leilão de Ofertas no Adro da Igreja Matriz Organização:- Comissão de Festas da Paróquia de Alte Apoios: Câmara Municipal de Loulé e Junta de Freguesia de Alte

Albufeira homenageia ex-combatentes

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A autarquia de Albufeira edificou um monumento aos combatentes falecidos na guerra das ex-colónias portuguesas, em África. A peça, da autoria do escultor checo Radovan Zivny, está situada na rotunda próxima da EN 125, na zona de Fontainhas, e mostra uma figura em que um dos joelhos dobrado assenta no chão, e simbolicamente traz, em cada uma das mãos, um barco e um avião. A cerimónia de inauguração contou com cerca de duas centenas de pessoas, entre familiares, amigos e militares. Na ocasião, A autarquia de Albufeira edificou um monumento aos combatentes falecidos na guerra das ex-colónias portuguesas, em África. Fonte:-Jornal Região Sul

Festa de Verão S. Margarida

Balanço da Festa de Verão Os organizadores da Festa de Verão de Santa Margarida entregaram à Associação Oncológica do Algarve a importância de 2.100€ (dois mil euros), provenientes de: Total de receitas:……..2,750€ Despesas com comida e descartáveis ……350€ Bebidas com 50% de desconto…………...300€ Música e Divulgação – Oferta da Junta de Freguesia de Alte.

Música antiga invade igrejas do concelho de Loulé

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Música antiga invade igrejas do concelho de Loulé .- Durante um mês, entre 13 de Setembro e 11 de Outubro , as igrejas do concelho de Loulé vão transformar-se em palcos para os sons de outros tempos. Trata-se do X Encontro de Música Antiga, uma iniciativa que anualmente reúne os melhores nomes nacionais e internacionais do género. ALTE 20 Setembro - Na Igreja matriz de Alte, será possível ouvir ainda música instrumental ibérica e europeia dos séculos XVI e XVII pelo grupo Alta Capela , um colectivo de excelência que interpreta música instrumental ibérica e europeia dos séculos XVI e XVII. Alta Capella é um trabalho de cooperação entre músicos da “Camerata da Cotovia” de Portugal e músicos do “Svobodné hudební bratrstvo” (free musical brotherhood)que recria a formação e o repertório da chamada "Música Alta" (música tocada ao ar livre com instrumentos de sonoridade potente como a corneta, a sacabuxa, o baixão ou as charamelas) e que integra músicos portugueses e da República C...

Visita Minas de Sal-Gema Loulé

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Características das minas Campina de Cima As minas Sal-Gema Campina de Cima localizam-se no extremo Este da cidade de Loulé, sendo que os acessos ao seu interior se realizam a partir de dois poços verticais, situados num parque mineiro de cerca de 4 hectares. O volume total da escavação é superior a 1575 000 m3. Com ausência de água de aquífero, no interior, as minas sal-gema Campina de Cima têm temperaturas quase constantes, que variam entre os 23ºC e os 24ºC, durante o Inverno e Verão. Estas minas possuem galerias e câmaras com secção média de 4,5 metros de altura, 10 metros de largura. Os trabalhos são desenvolvidos numa área superior a 130 hectares, em dois níveis, perfazendo mais de 35 km de túneis escavados em 44 anos de exploração. As minas sal-gema Campina de Cima têm actividade extractiva. Segundo o director Técnico, a mina está preparada para extrair minério para mais 52 anos, contabilizando 120 mil toneladas por ano. A extracção é usada para diversos fins. “É possível susten...

Indiferênça

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A Indiferença é uma doença social Egocentrismo . Sinto raiva, sinto uma revolta quando ouço dizer mal de Portugal, dos portugueses! Que aqui neste espaço, tudo anda mal, ninguém trabalha! Os hospitais são uma porcaria! A Justiça nada faz! A segurança das pessoas está em perigo! E muito mais. Sim! Temos de gritar bem alto a nossa revolta contra quem nos des(governa), mas dizer com vaidade que “Lá fora” é tudo bom, nada disto acontece, é não amar este País é não ter orgulho em ser português. ( é vê-los de bandeira e camisola nacional a correr atrás da selecção, BOLA) Cá, como em outros cantos do mundo civilizado se cometem atropelos à lei, os direitos de cada um não são respeitados. Ser solidário ou não, existe dentro de cada um de nós. Nasce e cultiva-se. Isto, porque li agora uma notícia de um caso passado num País dito democrático, dito justo, livre e rico. Uma mulher estava sentada, caiu desamparada no chão. Pese embora ser um hospital, não recebeu ajuda de outros utentes, da seguran...

Curiosidades

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D.Angelina Lopes , residente na Perna Seca(Alte), colheu da terra cinco cebolas de um só pé de cebolo plantado, esta "colheita" tinha o peso de 2,700Kgs. Bela multiplicação! Pena só no cebolo!

José da Graça Mira

O folclore e «O Aldeão» Uma investigação sobre o Grupo Folclórico de Alte, leva-me a procurar fontes de referência a práticas musicais e coreográficas na aldeia, antes da fundação do Grupo em 1938. Uma das fontes mais importantes é o jornal «O Aldeão», dirigido por João de Deus e editado, entre 1912 e 1913, na aldeia de Alte. Ao pesquisar os arquivos da Junta de Freguesia local verifiquei, mais uma vez, que o jornal «O Aldeão» não é conhecido. Na Junta apenas existe o «Folha de Alte», periódico dirigido por Graça Mira (antigo secretário de João de Deus em «O Aldeão»), entre os anos 1922 e 1934. Como sem conhecimento não há memória, tempo, talvez, para o Arquivo Histórico da Câmara de Loulé disponibilizar, aos altenses, cópias dos 28 números do seu primeiro jornal. Em debate sobre o tema, a Divisão de Cultura promete colocar no futuro Pólo Museológico de Alte, um conjunto de microfilmes do jornal. Melhor ainda. Mais tarde, falando com a Dona Lourdes Madeira, directora do actual jornal ...